<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Casos em Psiquiatria Forense &#187; artigo 121 &#8211; homicídio</title>
	<atom:link href="http://casosempsiquiatriaforense.com.br/category/crimes/artigo-121-homicidio/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://casosempsiquiatriaforense.com.br</link>
	<description>Psiquiatria e Psicologia Forense - casos clínicos</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Jan 2012 18:22:42 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
		<item>
		<title>CHORO SEM LÁGRIMAS</title>
		<link>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/choro-sem-lagrimas/</link>
		<comments>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/choro-sem-lagrimas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 17:48:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo 121 - homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[Crimes]]></category>
		<category><![CDATA[F60.2 - transtorno de personalidade anti-social]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos mentais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://casosempsiquiatriaforense.com.br/?p=127</guid>
		<description><![CDATA[Ricardo matou a mulher. Segundo a denúncia, a estrangulou. Segundo ele, após uma discussão. A última, claro, de muitas. &#8220;Ela vinha mexendo muito com minha auto-estima, me chamava de inútil, perdi o controle. Saímos nos tapas, rolamos no chão&#8230; Quando vi, estava desmaiada&#8230; Depois vi que estava morta&#8230;&#8221; Contando isto, Ricardo apóia a cabeça na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Ricardo matou a mulher. Segundo a denúncia, a estrangulou. Segundo ele, após uma discussão. A última, claro, de muitas. &#8220;Ela vinha mexendo muito com minha auto-estima, me chamava de inútil, perdi o controle. Saímos nos tapas, rolamos no chão&#8230; Quando vi, estava desmaiada&#8230; Depois vi que estava morta&#8230;&#8221;</p>
<p>Contando isto, Ricardo apóia a cabeça na mesa e começa a chorar. Aguardo alguns segundos e faço outra pergunta. Ele levanta a cabeça para responder e, para minha surpresa, seus olhos estão secos, não há lágrima nenhuma. Hum, interessante, não?</p>
<p>Esta falsidade bate com outros aspectos da denúncia, que fala em &#8220;motivo fútil&#8221;, &#8220;sem chance de defesa&#8221;, &#8220;friamente&#8221;&#8230; Após matar a mulher, Ricardo amarrou seu corpo, colocou-o em um saco e o jogou em um rio. Foi então à casa da sogra e disse que a esposa estava desaparecida. </p>
<p>Ricardo tenta se explicar: &#8220;Eu não sabia o que fazer. Ia dizer o quê, que matei sua filha?&#8221;</p>
<p>Realmente, as denúncias às vezes são mais frias que os próprios criminosos. Comumente as acusações pintam os bandidos como psicopatas que agem sem motivo algum. Aliás, nem mesmo os psicopatas agem sempre por prazer, como pensa o senso comum. Geralmente seus atos são reações altamente desproporcionais a alguma contrariedade, a algum problema. </p>
<p>Que motivo frio teria Ricardo para matar a mulher? Ela não era rica, não havia dinheiro envolvido. A história que ele contava fazia sentido. O que destoava era apenas aquele choro sem lágrimas. </p>
<p>Continuo a perícia, buscando outras evidências de psicopatia. Até que pergunto a Ricardo sobre trabalho. &#8220;Sou aposentado, desde que sofri um acidente de moto. Perdi a audição de um ouvido e a visão de um olho. Com meu olho esquerdo não enxergo nada. Ficou estas sequelas. Com o olho que eu enxergo, eu não consigo chorar. Eu só choro com o olho que não enxerga.&#8221;</p>
<p>Naquele momento em que Ricardo levantou a cabeça, realmente ele passou um dedo sob o olho esquerdo. Não vi lágrima ali, mas teria sido Ricardo mais rápido em enxugá-la? Talvez, como sequela, o seu choro agora fosse apenas um sutil, quase imperceptível, molhar os olhos? </p>
<p>A frase ficou ecoando na sala por alguns segundos, poética, pois eu apenas pensava. &#8220;Eu só choro com o olho que não enxerga.&#8221;</p>
<p>O que ele vê não o faz chorar. Ele sofre pelo que não vê. </p>
<p>Um paradoxo freudiano ou oftalmológico? </p>
<p>E eu, o que via ali? Após analisar alguns documentos que ele trouxe, que comprovavam o acidente, as lesões e a aposentadoria, vi que tinha que dar um crédito a suas palavras. </p>
<p>O que, o paradoxo agora é forense, não o beneficiaria em nada. Se não era um psicopata, Ricardo não teria benefício algum, pois tampouco tinha qualquer outro transtorno mental. </p>
<p>Encerrada a perícia, imaginei a solidão que sentiria Ricardo, ao ser condenado e, mais uma vez, chorar sem lágrimas. Em um crime, sempre há duas vítimas. Uma já estava morta. A outra, Ricardo, iria amargar longos anos em uma cela. No abandono absoluto. Quem iria se dispor a amparar a sua aparente fingidez?
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/choro-sem-lagrimas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O NOME DO FILHO</title>
		<link>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/o-nome-do-filho/</link>
		<comments>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/o-nome-do-filho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2011 00:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo 121 - homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[F14.2 - dependência de crack]]></category>
		<category><![CDATA[parricídio]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://casosempsiquiatriaforense.com.br/?p=54</guid>
		<description><![CDATA[Waldemar matou o pai. No dia do crime, houve uma discussão por causa de um celular e, segundo o periciando, o pai atacou-o primeiro, com um facão. Não houve testemunhas. O pai morreu com golpes de uma barra de ferro. Waldemar é dependente de crack e esta dependência reduziu seu controle de impulsos. Antes do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Waldemar matou o pai. </p>
<p>No dia do crime, houve uma discussão por causa de um celular e, segundo o periciando, o pai atacou-o primeiro, com um facão. Não houve testemunhas. O pai morreu com golpes de uma barra de ferro.</p>
<p>Waldemar é dependente de crack e esta dependência reduziu seu controle de impulsos. Antes do crime, vinha agressivo com todos os familiares. Lá vou eu ajudar a reduzir a pena de um parricida&#8230;</p>
<p>Por mim, encerraria esta história aqui. Waldemar matou o pai, isto diz quase tudo.</p>
<p>Mas Waldemar se chama Waldemar Filho. Waldemar matou o homem que um dia resolveu dar-lhe seu nome. Talvez isto devesse ser um agravante.
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/o-nome-do-filho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>QUER PAGAR QUANTO?</title>
		<link>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/quer-pagar-quanto/</link>
		<comments>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/quer-pagar-quanto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 19:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo 121 - homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[F10.2 - alcoolismo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://casosempsiquiatriaforense.com.br/?p=44</guid>
		<description><![CDATA[Josiel é acusado de ter matado um amigo, um grande amigo, em uma pequena bebedeira na casa deste. Josiel nega. O amigo já vinha bem doente, tinha até &#8220;um buraco na garganta&#8221; (traqueostomia), mas mesmo assim não largava a cachaça e o cigarro. Josiel também bebe muito. Segundo seu pai, &#8220;Quando ele bebe, vira o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Josiel é acusado de ter matado um amigo, um grande amigo, em uma pequena bebedeira na casa deste. Josiel nega. O amigo já vinha bem doente, tinha até &#8220;um buraco na garganta&#8221; (traqueostomia), mas mesmo assim não largava a cachaça e o cigarro. Josiel também bebe muito. Segundo seu pai, &#8220;Quando ele bebe, vira o Capeta. Quando não bebe, fica até mais calmo. O problema é que bebe todo dia.&#8221; </p>
<p>Segundo a acusação, Josiel, embriagado, deu uma pancada na cabeça do amigo, e esta foi a causa da morte. Já Josiel diz que nem estava na casa do amigo na hora que este se machucou. Tinha saído para buscar algo e, quando voltou, encontrou o amigo passando mal. &#8220;Inclusive fui eu que liguei pra ambulância.&#8221; Fala que é contradita por um depoimento de uma mulher, que diz que ela é quem chegou  à casa do amigo de Josiel, viu-o passando mal e chamou o serviço de saúde. </p>
<p>Até o pai de Josiel acha que foi o filho quem matou o amigo. &#8220;Mas o cara já vinha muito doente, muito doente mesmo.&#8221;</p>
<p>Quando o réu não confessa o crime, as conclusões do psiquiatra são virtuais, potenciais, condicionais. Se o réu cometeu o crime&#8230; não foi por conta de um transtorno mental, pois não o tinha&#8230; ou: o transtorno que tinha não teve influência neste crime&#8230; ou: o transtorno diminuiu ou aboliu sua capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou a capacidade de determinar-se de acordo com este entendimento&#8230; Se ele cometeu o crime. Ou melhor: se, no julgamento, considerar-se que o réu foi o autor do crime.</p>
<p>É estranho que o exame de insanidade mental seja feito antes do julgamento. Mas são os procedimentos da Justiça brasileira (não sei como funciona em outros países). Se o réu é inocentado, o exame foi em vão. Se o exame fosse realizado apenas para os condenados, teríamos menos trabalho acumulado (os laudos seriam liberados com mais rapidez) e nenhuma perícia seria inútil (embora mesmo as inúteis possam ter alguma influência no resultado do julgamento).</p>
<p>Por outro lado, se o exame de insanidade fosse realizado após o julgamento, teríamos situação em que o réu seria condenado e, com o exame, se concluiria que ele era inimputável, que não poderia ser julgado. Ou seja, o julgamento é que teria sido em vão. Considerando-se a lentidão da Justiça brasileira (e o salário de um juiz comparado ao de um perito), é melhor que ocorram perícias do que julgamentos inúteis.</p>
<p>Continuando a investigação, Josiel conta que tem irmãos com problemas mentais. &#8220;Meu irmão já quebrou duas televisões. Minha mãe também é louca, já quebrou televisão, janela&#8230;&#8221;</p>
<p>O pai de Josiel diz que quando o réu bebe, fala sozinho e quebra tudo em casa: &#8220;Já foi som, televisão, rádio&#8230;&#8221; Em uma psicose, é comum que o acometido escute vozes vindas da tevê, ou ache que a programação está querendo lhe dizer algo, ou sinta que o aparelho está lhe comandando&#8230; Desta forma, é até compreensível que a televisão seja sempre a vítima do surto. Mas descobri que me enganei, a televisão foi quebrada por um motivo bem prosaico. </p>
<p>- Quebrou por quê?<br />
- Meu time perdeu, fiquei com raiva.<br />
- Pra que time você torce?<br />
- Pro Vasco.</p>
<p>Haja televisão, pensei com meus botões. Esta família é a alegria das Casas Bahia. Tão pobres, com tantas dificuldades, que o pai trabalha apenas para repor as televisões quebradas. &#8220;Ele me dá trabalho demais, demais da conta. É só problema&#8230;&#8221;</p>
<p>Conclui que Josiel é alcoolista e que o transtorno reduziria sua capacidade de auto-controle para o crime o qual é acusado. Portanto, se considerarem-no culpado, deverá obter uma redução de pena. Preso, talvez agora o pai consiga assistir sua televisão por uns dias em paz.
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/quer-pagar-quanto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>QI 70, MODÉSTIA À PARTE</title>
		<link>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/qi-70-modestia-a-parte/</link>
		<comments>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/qi-70-modestia-a-parte/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 21:59:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernando César</dc:creator>
				<category><![CDATA[artigo 121 - homicídio]]></category>
		<category><![CDATA[F70 - retardo mental]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://casosempsiquiatriaforense.com.br/?p=30</guid>
		<description><![CDATA[Dalmir matou a esposa. Segundo a denúncia, primeiramente acertou a cabeça da mulher com uma cadeira. Com ela caída no chão, pisou sobre sua cabeça e, com uma faca, cortou seu pescoço. Sangrou pouco, mas morreu logo. Ele voltou para o bar, onde bebia antes de ter ido para casa e ter mudado seu estado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">Dalmir matou a esposa. </p>
<p>Segundo a denúncia, primeiramente acertou a cabeça da mulher com uma cadeira. Com ela caída no chão, pisou sobre sua cabeça e, com uma faca, cortou seu pescoço. Sangrou pouco, mas morreu logo. Ele voltou para o bar, onde bebia antes de ter ido para casa e ter mudado seu estado civil de casado para viúvo. </p>
<p>O policial que o acompanhava à perícia psiquiátrica que agora acabava comentou: &#8220;O crime dele, modéstia à parte, foi bárbaro.&#8221; Uma frase estranha, ficou ecoando na minha cabeça alguns segundos. </p>
<p>Mas tive de sair de meus devaneios linguísticos e voltar à minha função. Na Psiquiatria Forense, há basicamente duas perguntas a serem respondidas pelo perito: (1) O acusado tinha algum transtorno mental na época do crime? (2) Se sim, o crime teve alguma relação com este transtorno?</p>
<p>Dalmir estava bastante bêbado no momento do crime. De vez em quando ficava bem embriagado. Mas não era alcoolista. Se fosse, sua situação estaria melhor. E a minha também, porque o caso seria mais simples. Estava complicado porque Dalmir não era alcoolista, mas, aparentemente, parecia ter algo. </p>
<p>Tinha o pensamento empobrecido, respondia sempre com frases curtas. Frequentou a escola, mas não aprendeu a ler ou a escrever. Perguntei em que ano estávamos, ele demonstrou dúvidas e errou por um: &#8220;2010?&#8221; Um cheirinho de retardo mental leve nestes dados. </p>
<p>Por outro lado, um cheiro forte, desde o início da entrevista, de uma doença construída pelo psiquiatra e pelo periciando. O réu sabe que pode ser bom ser considerado doente. O psiquiatra faz as perguntas certas para que ele construa a história. Quando as pessoas tomam conhecimento de minha profissão, comumente perguntam: &#8220;Deve ter muito cara lá fingindo de louco, né?&#8221; Nem tanto. O mais comum é apenas um exagero de sintomas já existentes. Não é um pecado grave. Não-criminosos também fazem isto com frequência: ainda não estou tão bem recuperado da gripe, mas aumentarei um pouquinho o drama para ficar só mais hoje em casa&#8230;</p>
<p>Senti que havia este exagero desde o começo porque toda bola que eu levantava, Dalmir cortava. Problemas na gestação? Sim. Demorou para andar e falar? Sim. Doenças na infância? &#8220;Ficava naquele morre-não-morre&#8230;&#8221; </p>
<p>O psiquiatra tem de tentar separar o exagero do real. Não é fácil. O risco é tomar o caminho oposto: rotular a história toda como simulação e não conseguir captar o que é real. </p>
<p>Mas um gênio Dalmir também não era. Ou não seria lavrador. Ou sua identidade conteria uma bela assinatura, ao invés de um polegar. Porém, se fosse retardado, não conseguiria lidar com dinheiro, arrumar esposa e, especialmente, fingir-se de retardado. Tinha uma inteligência normal. Era inculto, certamente, mas cultura e inteligência são coisas diferentes, embora possam nos confundir. </p>
<p>O diagnóstico de retardo mental leve, através de testes objetivos, é apontado quando o QI está entre 50 a 69. O QI de Dalmir deveria ser 70&#8230; </p>
<p>&#8220;Não lembro o que aconteceu. Acordei já na cadeia. Eu gostava dela. Agora eu penso em me assassinar&#8230;&#8221;, finalizou Dalmir.</p>
<p>Outra frase estranha. Por que não &#8220;me matar&#8221;, &#8220;me suicidar&#8221;? Obviamente, hora ainda mais inapropriada para as divagações linguísticas. Dalmir sairia da perícia sem nenhuma perspectiva de benefício, mas ao menor com uma recomendação para que sua depressão atual fosse tratada. Antes que conseguisse se assassinar.
</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://casosempsiquiatriaforense.com.br/qi-70-modestia-a-parte/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

